Infectologia

Febre Amarela: É registrada a sexta morte em São Paulo

São Paulo registra sexta morte por febre amarela em 2026; vacinação é reforçada. A maioria das vítimas não era vacinada, evidenciando a importância da imunização para prevenir casos graves e óbitos.

Febre Amarela: É registrada a sexta morte em São Paulo

Febre Amarela em São Paulo: Sexta Morte Registrada em 2026 e Reforço na Vacinação O estado de São Paulo contabiliza a sexta morte por febre amarela em 2026. A vítima mais recente é um homem de 54 anos, residente em Lençóis Paulista, na região de Bauru, que não possuía registro de vacinação contra a doença. Este óbito se soma aos outros cinco registrados anteriormente neste ano.

Panorama Epidemiológico de 2026 Em 2026, São Paulo já registrou um total de dez casos de febre amarela em humanos, sendo que nenhum dos infectados havia sido vacinado. Em comparação, o ano de 2025 apresentou um cenário mais grave, com 61 casos confirmados e 35 mortes, todos no mesmo período analisado. As informações são do painel epidemiológico do Ministério da Saúde.

As seis mortes ocorridas em 2026 foram em homens, com idades entre 38 e 64 anos. A taxa de letalidade da doença no estado neste ano atingiu 60%. A região do Vale do Paraíba foi a mais afetada, registrando oito casos e cinco óbitos. Sorocaba apresentou uma infecção, sem registro de fatalidade.

Apelo à Vacinação e Prevenção Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do estado de São Paulo, reforça a importância da vacinação para a população que ainda não se imunizou. A recomendação é que indivíduos que planejam viajar para áreas rurais, de mata ou regiões com circulação do vírus procurem um posto de saúde e se vacinem com, no mínimo, dez dias de antecedência do deslocamento. A imunização é considerada a única forma eficaz de proteção contra a febre amarela, prevenindo o agravamento do quadro e o óbito.

Febre Amarela em Primatas e Risco de Transmissão No final de maio, o estado confirmou o primeiro caso de febre amarela em primata não humano no ano de 2026, em Santo André, na região do ABC. Em resposta, a vacinação foi intensificada na área. A presença do vírus em primatas é um indicador de risco de transmissão em áreas de mata, parques, unidades de conservação e regiões próximas a corredores ecológicos.

É fundamental esclarecer que a febre amarela não é transmitida entre pessoas nem de macacos para humanos. Todos são considerados vítimas da arbovirose, que tem como vetor principal os mosquitos infectados pelo vírus.

Transmissão da Doença No ciclo silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes são os principais vetores. No ciclo urbano, que não ocorre no Brasil desde 1942, o mosquito Aedes aegypti, caso esteja infectado, seria o responsável pela transmissão.

Sintomas e Gravidade Os sintomas da febre amarela incluem:

  • Febre súbita
  • Calafrios
  • Dor de cabeça intensa
  • Dores nas costas e no corpo inteiro
  • Náuseas
  • Vômitos
  • Cansaço e fraqueza

Quadros graves da doença podem ser indicados por febre alta, hemorragia, pele e olhos amarelados (icterícia), choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

Tratamento e Vacinação Não existe tratamento específico para a febre amarela. Medicamentos que podem causar hemorragias, como o AAS (ácido acetilsalicílico), devem ser evitados.

O esquema vacinal é dividido da seguinte forma:

  • Crianças menores de cinco anos: Duas doses, aos nove meses e aos quatro anos de idade.
  • Dose adicional: Crianças que receberam apenas uma dose antes dos cinco anos devem receber uma dose adicional, independentemente da idade atual.
  • Dose zero: Aplicada em crianças de 6 a 8 meses que residem ou viajarão para áreas com circulação confirmada do vírus.
  • População geral (até 59 anos): Dose única, com validade por toda a vida.
  • Pessoas com 60 anos ou mais: Devem passar por avaliação médica antes da vacinação.
  • Pessoas vacinadas com dose fracionada em 2018: Devem se revacinar. Um estudo da Fiocruz indicou que a dose fracionada era eficaz até 2026 (oito anos após a aplicação). O fracionamento ocorreu devido à escassez de imunizante na época.
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